
Guia “Caminhos para uma extensão com intencionalidade de impacto: Desafios e Perspectivas nas Universidades Brasileiras”
19 de março de 2026Rede Academia ICE lança guia que destaca a extensão universitária como caminho para o impacto
O Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), por meio do programa Rede Academia ICE lançou, no último dia 20 de março, o guia “Caminhos para uma extensão com intencionalidade de impacto: desafios e perspectivas das universidades brasileiras”.
Trata-se de um material que sistematiza aprendizados, práticas e reflexões sobre o papel da extensão universitária na construção de soluções para desafios sociais e ambientais.
O lançamento, que reuniu representantes da Rede Academia ICE e convidados do Instituto, evidenciou a crescente centralidade da extensão como ponte entre universidade, território e impacto socioambiental positivo.

Apresentado por Camila Aloi, gerente do programa Rede Academia ICE e coautora do produto, o material reúne 17 casos de extensão, classificados como comunitários, de impacto e tecnológicos, organizados por área do conhecimento e pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), além de considerar critérios como articulação com o setor privado e diagnóstico participativo.
“Nosso objetivo é que o guia seja um manual prático, que apoie a construção de uma extensão conectada ao território e capaz de transformar realidades”, afirmou Camila Aloi.
O guia nasce em um contexto marcado pela urgência de repensar a atuação das instituições de ensino superior diante de desafios como desigualdades, crise climática e transformações sociais complexas.
“A extensão tem potencial para transformar a forma como produzimos conhecimento. Não se trata de um guia de receitas. A extensão é um espaço de existência, resistência e ressignificação”, afirmou o coautor do guia, Téo Armindo, representante da PUC Minas.
Já Verônica Macário, da UFCG, a universidade deve deixar de ser apenas um espaço de produção de conhecimento isolado e se tornar um laboratório vivo, conectado aos territórios.
“Os estudantes deixam de ser apenas aprendizes e passam a ser agentes de transformação, enquanto os professores atuam como mediadores”, afirmou a também coautora.
Essa mudança de perspectiva também passa pela forma como a universidade se relaciona com a sociedade. Como destaca a coautora Tatiana Araújo, da Cesupa, é necessário superar práticas assistencialistas e construir soluções de maneira conjunta, reconhecendo que “a avaliação precisa ser dialógica. É a comunidade que também define o que é impacto”, afirma. A proposta reforça a importância de integrar saberes e promover uma atuação mais horizontal entre universidade e território.
As contribuições regionais apresentadas durante o lançamento reforçaram o caráter coletivo dessa agenda e apontaram a importância de engajar gestores universitários, órgãos de fomento e o poder público, além de ampliar parcerias com organizações e empresas.
Mais do que oferecer respostas prontas, o guia se propõe a abrir caminhos para aprofundar reflexões, fortalecer práticas e impulsionar uma atuação acadêmica cada vez mais conectada aos territórios, orientada por impacto e construída de forma colaborativa.
“Esse guia não traz respostas prontas, ele provoca inquietações. E, juntos, vamos construir os próximos caminhos”, concluiu Camila Aloi.


