
Por que as FAPs são relevantes no ecossistema de Negócios de Impacto?
10 de julho de 2025Escola de Economia e Negócios promove o 1º Seminário de Economia de Impacto da Região Metropolitana de Campinas (RMC)
Coalizão Pelo Impacto Campinas, Senai Campinas e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação assinam como parceiras do evento

Disseminar a agenda da economia de impacto junto ao poder público, empresas e academia de Campinas, além de incentivar a adesão dos empreendedores de impacto e dos governos municipal e estadual à Estratégia Nacional da Economia de Impacto (Enimpacto) foi destaque durante o 1º Seminário de Economia de Impacto da Região Metropolitana de Campinas (RMC).
O evento, que aconteceu no espaço Manacás, na PUC Campinas, foi realizado pela Escola de Economia e Negócios (EcoN), por meio do Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade, em parceria com a Coalizão pelo Impacto Campinas. Já a Inova Campinas, a Coalizão pelo Impacto Nacional, a 2.5 Ventures e a associação de entidades filantrópicas, a Integra Campinas, também participaram da comissão organizadora.
Na pauta, a relação dessa nova economia com outras agendas de sustentabilidade, como o ESG (sigla, em inglês, para environmental, social and Governance), a descarbonização e a economia circular. Além da associação aos ambientes tecnológicos e de inovação, vocação da região de Campinas.
A gestora de projetos da Coalizão pelo Impacto de Campinas, Thaís Colicchio, ressalta que, para a Coalizão pelo Impacto, alinhar a Agenda da Economia de Impacto Socioambiental Positivo com a potência do Ecossistema de Inovação e os atores locais é uma oportunidade para pautar a transformação de Campinas e região.
“Focada na construção de soluções para inúmeros problemas sociais e ambientais, dentre os quais, a descarbonização da indústria, as mudanças climáticas e a desigualdade social. Além disso, a ideia é discutir sobre inclusão e protagonismo do desenvolvimento e adoção de novas tecnologias, como a inteligência artificial (IA) e outras que já estão transformando a sociedade”, detalha.
Painelistas
Lucas Ramalho, diretor de Novas Economias do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), falou sobre o cenário da Economia de Impacto no Brasil. E destacou, ainda, por que o tema é tão importante; quais os ganhos para a sociedade e os gestores públicos e sobre os estados que já aderiam a pauta no Brasil.
Já a diretora de apoio aos ecossistemas de inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Sheila Pires, explanou sobre a aplicação da lente de impacto socioambiental em políticas públicas de referências, como o Programa Centelha, que incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios com potencial de impacto econômico e social, que está presente nos 26 estados e no Distrito Federal.
E, André Aquino, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, destacou a importância da transversalidade do tema para alavancar a integração entre tecnologia e o impacto social. E a necessidade de aproveitar as oportunidades tecnológicas para promover o bem-estar coletivo, focando em resultados que beneficiem a sociedade.
A secretária do Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação de Campinas, Adriana Flosi, ressaltou a importância do município e de cidades vizinhas como referência em inovação e tecnologia e se mostrou aberta a continuar o diálogo sobre o desenvolvimento de políticas públicas municipais voltadas ao ecossistema de impacto socioambiental. Em conexão com os governos estadual e federal.
ESG e economia circular
Para encerrar as atividades do seminário, aconteceu a sessão aberta para alunos com o tema “ESG: Economia circular”. Participaram da mesa André Navarro, sócio-diretor da RCR Ambiental; Renan Cremonesi, gerente de Sustentabilidade América do Sul da Joyson Safety System; Patrice Cáceres, engenheiro de Embalagens da Fareva; Guilherme Stecca Marcom, coordenador do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp; e Mariana Brunelli, do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), com a moderação da professora doutora Cibele Sugahara da PPG Sustentabilidade PUC-Campinas.
Mariana pontuou que quando se fala em ESG e Economia Circular, não se discute apenas sustentabilidade, mas também novos mercados de impacto. “Campinas é um polo industrial e tecnológico estratégico, com setores como químico, farmacêutico, embalagens e tecnologia. Isso gera grandes desafios em gestão de resíduos, consumo de água e energia, logística e emissões. Para as empresas, adotar essa agenda vai muito além de reputação: trata-se de gestão de risco e competitividade”, analisou.
Anfitrião
Para o decano da Escola de Economia e Negócios (EcoN) da PUC-Campinas, Eduardo Frare, a economia de impacto em si desafia a sociedade a pensar de modo integral e equilibrado a geração de resultados financeiros com soluções para problemas sociais e ambientais. “A importância da economia de impacto atualmente é evidente, pois ela oferece soluções práticas para problemas complexos, como pobreza, exclusão social, degradação ambiental e falta de acesso a serviços básicos, ao mesmo tempo que atrai investidores e consumidores cada vez mais conscientes e engajados com causas socioambientais”, reforça.