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5 de janeiro de 2026Curso de Lideranças Facilitadoras reúne coordenadores locais da Coalizão pelo Impacto em São Paulo

Os coordenadores das seis cidades da Coalizão pelo Impacto (Belém, Brasília, Campinas, Fortaleza, Paranaguá e Porto Alegre) participaram de uma jornada do curso de Lideranças Facilitadoras, formação voltada ao fortalecimento da atuação sistêmica, colaborativa e territorial das lideranças locais.
O encontro aconteceu na sede do ICE, em São Paulo, e foi realizado em parceria com a Mandaçaiá Social e a Pitanguá.
Participaram desta etapa seis coordenadores e coordenadoras locais da Coalizão: Antonio Abelém (Belém), Dani Estevam (Brasília), Thais Colicchio (Campinas), Carla Esmeraldo (Fortaleza), Bryan Müller (Paranaguá) e Ana Lúcia (Porto Alegre).
Também estiveram presentes Silvia Sá e Márcia Alexandre, consultoras responsáveis pela formação, além de Nádia Costa e Fernanda Bombardi, analista e diretora do ICE respectivamente.
Liderança facilitadora e facilitação em foco
O objetivo do módulo foi aprofundar o papel das coordenações locais no contexto da liderança sistêmica facilitadora, especialmente diante dos desafios do Plano de Transição da Coalizão, fortalecendo capacidades como escuta ativa, gestão de conflitos, corresponsabilidade, articulação de atores e descentralização da liderança.
A programação combinou momentos de reflexão individual, trocas em grupo e atividades práticas. Na abertura do evento, o check-in coletivo convidou cada participante a refletir sobre o desafio que mais convoca sua liderança sistêmica no território.
Temas como desigualdades estruturais, engajamento de conselhos locais, governança, transição de lideranças e cuidado com as relações estiveram no centro das conversas.
Coordenação nos territórios
Em um segundo momento, os participantes aprofundaram o olhar sobre o papel do coordenador local, a partir de três perguntas-chave:
- Quais são as principais demandas do território?
- Onde posso contribuir de forma mais estratégica?
- Quais suportes são necessários para avançar?
As reflexões evidenciaram desafios comuns entre as cidades, como a necessidade de fortalecer governanças locais, apoiar processos de transição de liderança, estimular o protagonismo dos conselhos e articular diferentes atores do ecossistema, empresas, organizações da sociedade civil, poder público e empreendedores de impacto.
Ao mesmo tempo, surgiram estratégias compartilhadas, como o uso de embaixadores e lideranças locais para descentralizar responsabilidades, a importância de narrativas claras e alinhadas, a sistematização de aprendizados e a construção de relações de confiança como base para mudanças sistêmicas duradouras.
Planejamento, autodesenvolvimento e visão de futuro
Entre as atividades, cada coordenador e coordenadora elaborou um exercício individual voltado ao Plano de Transição 2026, conectando sua atuação no território ao próprio processo de autodesenvolvimento. A atividade considerou competências do Inner Development Goals (IDG), ajudando a identificar habilidades já fortalecidas, competências a desenvolver, estratégias pessoais, parcerias-chave e propostas de valor para os conselhos locais.
O compartilhamento em plenária trouxe relatos potentes sobre vulnerabilidade, aprendizado contínuo e compromisso com uma liderança mais consciente, colaborativa e alinhada aos desafios complexos enfrentados nos territórios.
Fortalecer lideranças para transformar sistemas
Mais do que um momento formativo, o encontro reforçou a importância do cuidado com as pessoas que sustentam a Coalizão pelo Impacto nos territórios. Ao investir no desenvolvimento de lideranças sistêmicas, o ICE e seus parceiros seguem fortalecendo as bases para uma atuação coletiva capaz de gerar impacto social positivo, promover mudanças estruturais e impulsionar ecossistemas de negócios de impacto em todo o Brasil.




